Dungeons
Estive fechada e circunspecta a mundos subterrâneos por esses últimos dias. Conferências em hotéis são geralmente nessas salas, sem janelas nem luz do dia. Ouvi uma vez que essa seria a técnica dos cassinos para apregoar pessoas - como perdem a noção do tempo por não verem luz do dia, tarde ou noite. Sinto-me um pouco da mesma forma, mas hoje já é sexta e amanhã é o último e derradeiro dia. Vôo somente no domingo de manhã por ausência de vôo no sábado. Se pudesse, iria. A saudade bate aqui, dos meus dois monstrinhos, de senhorio, e até de minha casa que mais parece obra pública - atualmente, temos a varanda em pé de acabamento e o teto do primeiro andar em vias de ser refeito. De nossa au-pair também, por sua doçura.
Falando nela, ontem tive que acalmá-la ao telefone. Aparentemente, meu hooligan de filho deu uma bicuda na boca de minha gordinha, naquelas rixas infantis sem sentido. Nossa querida au-pair chorava cântaros ao telefone, culpada que se sentia pelo ocorrido e em como ela talvez pudesse ter evitado. Dei-lhe um sumo relato de todas as minhas cicatrizes e de como algumas delas tiveram influência dos meus irmãos, e uma em específico, que foi resultado de um tamanco de nossa genitora teleguiado à minha testa. Tomei cinco pontos. As idades passam, as brigas evoluem e finalmente vão-se para ficar no passado, abrindo então espaço para uma grande amizade e um carinho sem limites. E não, não houve traumas. ASsim a consolei, espero, já que a deixei em estado bem mais calmo do que a encontrei. TEnho ganas, no entanto, de ver o estrago que meu filho fez. E de dar-lhe mais uma dura, dentre as muitas recebidas. Entender que quizumbas acontençam é uma coisa, estar de conivência é outra.
E aqui estou, nesse minutos finais. Uma ansiedade meio que me toma, não sei ao certo porque. Queria que ela fosse embora, mas acho que terei que esperar até domingo.
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1 comments:
natural, né? há muito à espera do outro lado ;-) tamanco teleguiado é ótemo, hahahahaa!
beijos
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